Laurinda Oliveira celebrou 100 anos cheios de vida

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Com 100 anos Laurinda Oliveira ainda gosta de uma risada, de contar uma história de antigamente, de tratar das lides domésticas ou de cozinhar. O segredo para chegar a esta idade, e com esta disposição? Boa genética.

O clima não podia ser mais alegre e descontraído: uma família reunida para celebrar a vida, a vida longa de Laurinda de Jesus Fernandes da Silva Oliveira, que a 2 de Outubro celebrou 100 anos. No meio de irmãos, sobrinhos e amigos, a única coisa difícil de acreditar era mesmo o número escrito nas velas: 100.
Com uma energia contagiante, uma boa-disposição inabalável, e com um sorriso rasgado, a jovem centenária, foi o centro das atenções de um almoço onde se sentia tanto de amor, como de orgulho. O evento realizou-se na Quinta das Vinhas, a 5 de Outubro, e reuniu perto de oito dezenas de convidados, no final do festim ficou a promessa de que no próximo ano, quando celebrar os 101 anos, a festa será feita no mesmo local, mas “ainda mais bonita”, garante o único filho da centenária, João Melo.
O espaço não foi escolhido ao acaso, afinal foi ali que a mãe de Laurinda Oliveira também celebrou o centenário. A progenitora chegou à bonita idade de 103 anos, e por isso João Melo fala nos “bons genes familiares”, enquanto aponta para a matriarca e para os familiares directos que apesar da idade avançada apresentam um aspecto invejavelmente jovial.
“Apesar do facto de ter 100 anos, e de tudo o que isso possa acarretar, continua a ser uma pessoa muito saudável”, afiança o primogénito. No alto de um século de vida, “a audição já começa a ser mais fraca e a visão também está mais débil”, ainda assim, João Melo explica que Laurinda Oliveira não dispensa “as lides domésticas diárias”, e ainda “cozinha as suas próprias refeições”: precisa de algum apoio em tarefas mais meticulosas, mas “é uma cozinheira de mão cheia”, afiança.
E se muitas vezes a memória começa a pregar partidas, no caso desta centenária, nascida na localidade de Fontinha, na freguesia de Vila Cã, as vivências do passado continuam intactas. “A vida era muito diferente daquilo que é hoje”, explica João Melo, “havia mais dificuldades, o trabalho era duro e faziam-se muitos sacrifícios”, ainda assim, relembra o ‘anjo da guarda’, um tio, que a levou para Lisboa, ainda jovem, e lhe proporcionou condições de vida favoráveis. Apesar da maior parte da sua vida ter sido passada na capital, actualmente a aniversariante vive na zona onde nasceu, e onde os “ares são mais puros”.