Ilhenses querem recuperar “independência”

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O processo de agregação de freguesias em 2013 não foi pacífico e motivou reacções de indignação por parte da população. Com o aproximar de autárquicas, lembrando a promessa do PS e na sequência da proposta do PCP para ouvir os autarcas sobre a reposição, este é um tema que está a reacender.
Ana de Jesus
Os rumores à margem da última reunião da Assembleia de Freguesia da Guia, Ilha e Mata Mourisca, de que haveria mais um abaixo-assinado a circular neste território, acabaram mesmo por se confirmar. Desta vez, os ilhenses procuram ver satisfeita a sua vontade de ver reposta a Freguesia da Ilha, começando por lembrar as acções desenvolvidas há mais de três anos contra o processo de agregação.
“Passados três anos é visível o desequilíbrio local, não respeitando a identidade de cada freguesia agregada”, afirmam, acusando a Junta da União de Freguesias de desrespeito pelos princípios e formas de participação democrática nas assembleias, perda de proximidade da autarquia à população, desleixo nos espaços públicos, redução substancial dos apoios habituais às associações, incapacidade de intervenção na resolução de problemas, arrogância no trato para com as freguesias anexadas, sobrevalorização da Vila da Guia em detrimento das freguesias anexadas, entre outras acusações.
Por tudo isto, “hoje está comprovado que não houve quaisquer vantagens, nem económicas nem de outra natureza, que justifiquem a continuação desta agregação Guia, Ilha e Mata Mourisca”, pelo que os cerca de 1260 subscritores “cidadãos da Freguesia da Ilha, vêm junto da Assembleia da República reclamar a adoção das medidas legislativas adequadas para repor a Freguesia e seus órgãos, devendo o processo estar concluído a tempo das próximas eleições autárquicas em 2017”.
Segundo conseguimos apurar, o abaixo-assinado terá seguido esta quarta-feira para as várias entidades políticas locais, regionais e nacionais, elencadas no seu texto.
Contactado pelo Pombal Jornal, o presidente da UFGIM, Manuel Serra, disse ter conhecimento deste documento, referindo apenas que “entende que as pessoas têm todo o direito de se manifestar, com os argumentos que entendam”, acrescentando que “no entanto, esta junta não se revê minimamente nos argumentos apresentados”.