Gadgets à refeição representam “um vazio à mesa” nas crianças!

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Grande parte das vezes, os dispositivos electrónicos podem ser tidos como “aliados” dos pais e, na verdade, resultam no curto prazo, mas a relação poderá tornar-se perigosa.
De acordo com o Pediatra Hugo Rodrigues, é necessário explicar ao bebé que a alimentação “é um momento de partilha” que implica, necessariamente, “uma atenção genuína” por parte dos pais. Por outro lado, a refeição é também um momento propício para “estabelecerem relações saudáveis com os alimentos”.
As crianças são curiosas por natureza, e gostam naturalmente de explorar, manusear e manipular o ambiente. E como refere o Pediatra Hugo Rodrigues “Por isso é que fazem tantas asneiras e com a alimentação não é suposto que seja diferente”.
Na opinião do especialista, “as crianças têm de saber valorizar e tirar prazer da refeição”, e aprender a interpretar corretamente “os sinais internos que lhes vão dizer, por exemplo, que está cheio”. No entanto, para que os bebés se conheçam a si mesmos, “é necessário que os pais sejam um bom exemplo. A forma como comemos, o que comemos e como valorizamos o momento da refeição, é o primeiro passo para que tudo corra bem com os nossos filhos”.
E a utilização de dispositivos electrónicos, neste contexto, “cria uma mesa silenciosa”.
O Pediatra alerta para o seguinte, com a criança a brincar com os dispositivos electrónicos à mesa, significa que a criança “come mais, mais depressa, (porque está distraída e não reconhece os sinais da saciedade), não escolhe nem vê bem o que está a comer”, e reforça a mensagem ” as crianças precisam de segurança da parte dos cuidadores e é isso que lhe devemos dar. Os ecrãs servem de distração e, portanto, não ajudam em nada à equação”. E relembrar que a refeição é um momento de partilha e de convívio social.
A publicidade é também um alerta para o Pediatra, isto porque, segundo o especialista, “a publicidade que vai aparecendo de forma subliminar nos filmes e nos vídeos, induz muito a más escolhas alimentares e vai moldando a forma de pensar, as escolhas e os comportamentos alimentares das nossas crianças”. Por outro lado, argumenta o especialista, a seguinte máxima “a partir dos dois ou três anos, os pais devem definir a qualidade da alimentação, enquanto a criança define a quantidade”.

Esta situação em contexto de consulta em crianças, com excesso de peso ou obesidade, é por vezes comum e nesse sentido é importante os pais estarem sensibilizados para este aspeto.
O nutricionista também pode ajudar!
Cuide da alimentação da sua criança, cuide da sua família!

Artigo elaborado por:
António Cordeiro
Nutricionista ´
CP:0728N

email: anto_cordeiro@sapo.pt