Finalmente há Castelo!

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Pois é! Depois de alguns anos de portas fechadas, o Castelo de Pombal vai finalmente voltar a receber visitantes. É neste fim de semana que o monumento reabre e que a população poderá aquilatar “in loco” o que foi feito no seu interior. Uma coisa é certa, pelo que se vai vendo, lendo e ouvindo por aí, polémica não vai faltar, até porque todos sabemos que em cada cabeça há uma sentença.

Na berlinda vai estar o posto de atendimento, edificado no interior do Castelo, que já começou a dar que falar. Aliás à semelhança do que aconteceu aquando da colocação da estrutura em ferro no cimo da torre de menagem. Tenho ouvido opiniões diversas (mais as que se levantam contra o que dizem ser outro atentado patrimonial) e compreendo e respeito os argumentos de ambos os lados da barricada. Tenho para mim que algo teria (e terá) que ser feito para aproximar o castelo da cidade e vice-versa. Se gostaria de ver outro tipo de intervenção? Gostaria. Mas depois de por lá ter passado esta semana, também digo que o que foi feito não me choca. Construções à parte, tive também a oportunidade de assistir à exibição das duas curtas-metragens que poderão ser visualizadas a partir de sábado. Uma é de animação e conta a lenda do mouro Al-Pal-Omar. Com desenhos simples e humor, cumpre o seu propósito. A outra é mostrada a três dimensões e conta a história do Castelo de Pombal, que se confunde com a da própria cidade. Gostei da produção, que explora competentemente os efeitos tridimensionais, e que, estou certo, irá agradar a quem visitar o monumento.

A reabertura vem acompanhada de animação em forma de mercado medieval. Chamariz para que a população suba a encosta (o que já não é fácil para todos) e recomece a identificar-se com um espaço que está em mutação há algum tempo. Mas essa poderá ser uma tarefa mais complicada do que as próprias obras. Há muito tempo que as pessoas viraram as costas ao castelo e sua encosta (mesmo antes das portas se fecharem) e não se antevê fácil conquistar de novo a sua confiança. Esperemos para ver o que acontece…

Nuno Oliveira