Pioneira na introdução das modalidades de dança na cidade de Pombal, e talvez mesmo no concelho, a Filarmónica Artística Pombalense (FAP) está a preparar o arranque de mais um ano lectivo. A FAP Dança, como é conhecida, prepara novidades e uma oferta formativa mais vasta e variada. Por agora pensa-se na renovação do corpo de profissionais, explica Carla Longo, presidente daquela associação.

Depois de 11 anos à frente dos destinos da FAP Dança, Patrícia Valente passa agora a pasta a Marina de Oliveira, licenciada em dança, e praticante da modalidade desde os cinco anos de idade.
Segundo a responsável, a “ideia é que o processo de transição seja feito suavemente e com o mesmo lema que sempre tivemos para o projecto”, explica. E se para os mais distraídos este lema pode estar mais esquecido entre as memórias, para Carla Longo, não há dúvidas de que “formar pessoas” é a máxima da instituição que se encontra neste momento a “estabilizar o corpo docente”, com a contratação de novos profissionais, que permitam “alargar o leque de ofertas formativas”, reforça.
Em momento de transição, as responsáveis revelam que a ideia passa por “implementar a modalidade de dança jazz”, por exemplo, por se tratar de um “estilo muito interessante, mas com pouca divulgação em Portugal”, e não esquecem as aulas de pilates, o ballet clássico, as danças de fusão e existe ainda a ideia de trazer para a FAP Dança aulas de ballet para adultos, “uma tendência que começa a vingar cada vez mais”, até porque “existem muitos adultos que têm interesse neste estilo, mas que por não terem tido a oportunidade de iniciar o ballet desde criança sente mais dificuldades em encontrar espaços onde a modalidade seja adaptada ao corpo do adulto”, releva Marina de Oliveira.

Oferta formativa que “vai dos três aos 90 anos”

Com uma oferta formativa que “vai dos três aos 90 anos”, Carla Longo assume que com a introdução de novas modalidades a “ideia é cativar cada vez mais alunos”, de forma a fazer com que aquela academia de dança “cresça também”.
Para as responsáveis, a ideia é que a comunidade experimente as mais variadas modalidades de dança, “até que encontre a que mais se adapta ao seu estilo, corpo e preparação física”, no entanto, Marina de Oliveira ressalva que “ninguém nasce ensinado, e também ninguém nasce a gostar de tudo o que nos apresentam”, por isso destaca as “aulas abertas” que a Filarmónica Artística Pombalense vai promover no arranque no ano lectivo, onde “será dada a oportunidade à comunidade de ter experiências diferenciadoras”, e importantes para o percurso ‘dançante’ de cada um.
Patrícia Valente deixa agora a instituição, depois de se ter dedicado cerca de 11 anos à formação nas áreas da dança na FAP, “achei que era altura de aceitar outros desafios”, no entanto “nada acontece por acaso, e com a minha saída dá-se a entrada da Marina, que é uma excelente profissional e que irá dar continuidade ao projecto que abracei até aqui”, assume, enquanto explica que “a FAP Dança continuará sempre a fazer parte dos projectos mais queridos com a qual colaborei”.

“Temos muitas ideias que queremos colocar em prática”

Com a chegada de Marina de Oliveira o projecto reinventa-se e acaba por se difundir para outras dimensões, e garante que “já temos muitas ideias que queremos colocar em prática”, sem descurar nos projectos que já estão a ser desenvolvidos e que têm um potencial de sucesso enorme”, como é o caso das “bolsas sociais”, atribuídas a crianças que vivem em risco social. Carla Longo explica que estas “bolsas são atribuídas por indicação de outras instituições, que sinalizam as crianças e que fazem a ponte com a FAP”, o programa já não é recente e, segundo a responsável “tem tido um elevado grau de sucesso dentro da comunidade”.
A responsável explica que as “crianças quando chegam à FAP Dança, por norma, são muito subvalorizadas e apresentam baixa auto-estima e problemas de interacção com outras crianças”, no entanto, “é muito interessante ver a evolução delas e perceber que algumas delas têm um potencial incrível para a dança”, remata.
O ano lectivo na academia de dança da Filarmónica Artística Pombalense arranca a partir de 15 de Setembro, com uma semana dedicada às aulas experimentais, onde os “interessados podem experimentar todas as modalidades, conhecer as instalações, falar com os professores”. Acreditamos que o difícil será optar apenas por um estilo de dança.

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Nasceu em 1985, estudou Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra e participou num curso de formação em Jornalismo e Crítica Musical. Passa os dias a ouvir música, adora assistir a concertos e sonha viajar pelo mundo com uma mochila às costas.