Espaços ‘abandonados’ da cidade ganham vida com Festival Oh da Praça

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Está de regresso aos pontos mais “esquecidos da cidade” uma das iniciativas “mais acarinhadas” do público pombalense: o Festival Oh da Praça. Promovido pela Junta de Freguesia de Pombal, em estreita colaboração com vários músicos de Pombal, o evento “que celebra a cultura” arranca esta sexta-feira, no Celeiro do Marquês, e corre largos, jardins e praças no sábado, 27 de Abril.

A apresentação do Festival Oh da Praça decorreu no Coreto, onde no sábado estará patente a exposição fotográfica de Telmo Mendes

Depois de uma primeira edição cheia de sucesso, o Festival Oh da Praça regressa às ruas e praças da cidade nos dias 26 e 27 de Abril. Na segunda edição do evento novidades não faltam e uma delas passa pela organização de mais um dia de festa, passando assim a contar com actividades na sexta-feira à noite e durante todo o dia de sábado.
De acordo com Leonel Mendes, músico e parte integrante da organização, o Festival “pretende ser um evento cultural como forma de valorizar os vários espaços públicos da zona histórica da cidade, que parecem abandonados ou esquecidos, e onde todos nós devíamos regressar mais vezes”.
Para além da componente musical, que conta com espectáculos agendados para o Celeiro do Marquês, da Escola Adriana Jaulino, de Luís Travassos, da primeira aparição pública do Coro Juvenil da Misericórdia de Pombal, ou do Dj Set de Arriscados, na noite de sexta-feira, e dos concertos agendados para toda a tarde, e noite, de sábado, o evento estende-se, nesta edição, a outras “manifestações artísticas, nomeadamente, a dança, e a fotografia”, frisa Pedro Pimpão, presidente da Junta de Pombal, revelando que o Coreto, localizado em pleno Jardim do Cardal, vai receber, durante o sábado, uma exposição de Telmo Mendes, fotógrafo pombalense que se dedica “à fotografia com métodos históricos”, nomeadamente o Colódio Húmido em grande formato, e as impressões em Cianotipo, bem como do fotógrafo André Malheiro.
Para sábado, o Festival Oh da Praça tem, ainda, muitos concertos agendados, com a actuação de A Dama Estor, Daniel Catarino Trio, Escola Musicool, Colton Benjamin, Mezcla, Filarmónica Artística Pombalenses, Submarines in The Sky, Issa Bella, Marufa, Eyze, Fast Eddi Nelson e Araponga. Os espectáculos passam pela Praça Faria Gama, Largo 5 de Outubro, Jardim da Várzea, e terminam no Jardim do Cardal.
Segundo o autarca, o Oh da Praça tem ainda uma vertente solidária, com a “angariação de fundos para o projecto “Nha Ctrecheu – Pombal Mindelo”, uma iniciativa do Agrupamento de Escolas de Pombal, “cujo objectivo é criar formas e plataformas de intercâmbio cultural, cívico e humanitário, entre os alunos da nossa escola e as comunidades escolares da ilha de São Vicente”, remata.
Vasquinho Faleiro, músico e parte integrante da organização, relembra que o festival tem como objectivos a “divulgação de novos talentos nas diversas vertentes artístico-culturais, assim como a promoção e afirmação de Pombal como um território criativo e propenso aos fenómenos de inovação cultural”, no entanto, relembra “que é necessário apoiar os jovens e as iniciativas desta natureza”, para que possa “haver um maior enriquecimento cultural, e musical, na cidade e nos pombalenses”, afirma.

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Nasceu em 1985, estudou Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra e participou num curso de formação em Jornalismo e Crítica Musical. Passa os dias a ouvir música, adora assistir a concertos e sonha viajar pelo mundo com uma mochila às costas.