Eleições e Campanhas

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Está nas ruas mais uma campanha eleitoral. Razão pela qual decidi abordar nesta crónica quinzenal, algumas sugestões de filmes que entram nos domínios da política, a maior parte deles com histórias inventadas e dominados pela sátira, mas que acabam por denunciar muitos dos chamados podres desta área.
Em 1992, o actor Tim Robbins realizava o seu primeiro filme (Bob Roberts – Candidato ao Poder), o qual acabaria também por protagonizar. Era uma espécie de falso documentário sobre a candidatura de um cantor popular ao senado americano. Uma sátira que denuncia os esquemas de financiamento e as manobras para se atingirem os objectivos. Em 1998, Warren Beatty também protagonizou e realizou uma comédia política. Só que aqui, retratou a história de um senador desiludido e com a reeleição em risco, que contrata um assassino profissional para o matar. A partir daí começa a dizer as verdades e pouco a pouco vai-se tornando o político mais popular do país. O problema é que não consegue contactar o assassino para cancelar o contrato.
Em 1972, Robert Redford protagonizou “O Candidato”. Aqui, era convidado a entrar na corrida ao senado numa luta praticamente impossível. Aceita, mas com a condição de poder dizer aquilo que pensa. A honestidade começa a ganhar votos e o que parecia improvável começa a tornar-se realidade. No fim, perante a inesperada vitória, Redford diz aquela que é uma das frases mais icônicas de Hollywood: “O que é que fazemos agora?”.
Outra comédia interessante é “Manobras na Casa Branca”, protagonizada por Dustin Hoffman e Robert de Niro. No enredo, e de forma a tentar desviar as atenções de um escândalo sexual do presidente americano, a cerca de duas semanas das eleições, um asessor contrata um produtor de cinema a fim de inventar uma guerra contra a Albânia. O papel do presidente na resolução do problema poderia voltar a aumentar a sua popularidade e garantir a reeleição.
Estes são apenas alguns filmes, todos americanos, que retratam campanhas políticas. Esperemos que aqui por Pombal não seja preciso criar falsos enredos…

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Biólogo Marinho de formação e pós graduado em Turismo de Natureza, nunca exerceu profissionalmente em qualquer uma das áreas. Há uns bons anos iniciou-se nas lides radiofónicas e esse bichinho ainda hoje perdura. O gosto que tinha pelo Cinema, desde tenra idade, foi apurado nos tempos universitários e, por estes tempos, não passa um dia sem ver, no mínimo, um filme. Não perguntem qual o seu preferido pois o gosto pode variar consoante a hora. Balança de signo, mas Leão de coração, gosta de viajar e ambiciona conhecer os quatro cantos do mundo. Mas quem não sonha com o mesmo?