Dificuldades no acesso a cuidados de saúde primários preocupam Diogo Mateus

0
521

O presidente da Câmara Municipal de Pombal está preocupado com as “dificuldades dos cidadãos em aceder aos cuidados de saúde primários”, as quais têm levado muitos utentes a recorrer às urgências. Esta preocupação, que também afecta outros concelhos da região de Leiria, já foi transmitida ao ministro Adjunto e da Economia.
“São cada vez mais gritantes as dificuldades dos cidadãos em aceder aos cuidados de saúde primários”, lamentou Diogo Mateus, denunciando as “consequências negativas” resultantes da “grande dificuldade que os próprios utentes sentem em chegarem ao contacto com os médicos”.
Esta preocupação já foi transmitida ao ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, numa reunião com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, em que também participou o presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santo André, que testemunhou “precisamente o número inusitado de pulseiras verdes e azuis, que são os casos sem nenhum tipo de gravidade, que vão ao hospital justamente por não haver resposta nos cuidados de saúde primários”.
“Esta dificuldade gigantesca com que os cidadãos se deparam em aceder aos cuidados de saúde primários é uma tónica dominante entre todos os municípios”, frisou o autarca, defendendo que “o problema tem de ser discutido de forma global”. Por isso, garante que “voltarei a insistir, juntamente com os restantes presidentes de câmara”, até que o problema esteja resolvido.
A vereadora socialista também sinalizou a preocupação acerca dos cuidados de saúde primários, evidenciando “as grandes dificuldades que muitos utentes têm no acesso às consultas, pelo menos presenciais”. A solução encontrada para algumas situações foram as consultas telefónicas, que “não servem de forma nenhuma para resolver a maior parte dos problemas das pessoas”, considera Odete Alves, que tem “conhecimento de pessoas que se dirigem às urgências porque não conseguem consultas no centro de saúde e outras que recorrem ao privado, porque precisam do acompanhamento imediato e não o conseguem ter de outra forma”.
Por estas razões, a socialista mostrou-se “disponível para reforçar esta temática junto da tutela”, com vista a “resolver esta situação que tanto nos preocupa e nada dignifica os cuidados de saúde”.