COVID-19 | Vermoil faz levantamento de necessidades informáticas junto dos mais novos

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A Junta de Vermoil está a “proceder ao levantamento das necessidades informáticas dos alunos residentes na freguesia, nomeadamente no que diz respeito ao acesso à internet, impressoras e computadores”. A medida vai permitir avançar para “normalização da vida da comunidade estudantil neste período conturbado” de confinamento determinado pelas autoridades sanitárias para conter a expansão da pandemia de covid-19, adianta Daniel Ferreira, líder do executivo vermoilense.
Desta forma, o autarca revela que “é importante perceber esta realidade, uma vez que temos a noção de que nem todos os alunos têm um acesso à internet, uma impressora funcional para que os jovens possam descarregar as fichas de trabalho, ou um computador”. Daniel Ferreira explica que “as necessidades começam a aparecer agora”, devido às incertezas que se vivem relativamente ao arranque do terceiro período de aulas, uma vez que “o Governo apenas reavaliará a suspensão de actividades lectivas a 9 de Abril e tudo indica que as escolas irão manter-se fechadas depois disso”.
O autarca revela que “até ao momento já recebemos o pedido de apoio para uma aluna que não tem impressora, e desta forma não está a conseguir imprimir as fichas de estudo”, uma “situação que já foi analisada e solucionada”. Há ainda outros dois casos em que “as famílias tinham os computadores avariados e não sabiam onde se poderiam dirigir para resolver a avaria. Nestes casos, fizemos um levantamento das lojas que estão a laborar e encaminhámos”.

Daniel Ferreira adianta que “este levantamento está a ser feito em conjunto com as entidades camarárias, em todas as freguesias do concelho”, e garante que “para solucionar as questões que venham a ser registadas contaremos com o apoio das juntas de freguesia, do Município e, se tudo correr bem, de algumas empresas concelhias”. Neste sentido, o executivo vermoilense disponibilizou duas linhas telefónicas (236 941 756 ou 236 942 340) onde as famílias podem dar conta das suas necessidades ao nível dos materiais informáticos.
A primeira linha telefónica (236 941 756) é também disponibilizada para o serviço de apoio domiciliários aos grupos de risco, “onde uma funcionária vai entregar a casa dos fregueses, pertencentes aos grupos de risco, bens de primeira necessidade que estejam em falta”. O responsável adianta que “este serviço tem estado a ser pouco solicitado”, devido aos facto do “Centro Social e da Comissão Social Inter-freguesias já estar a desenvolver um trabalho de profunda proximidade com a comunidade”, revela. Ainda assim Daniel Ferreira está “convencido de que este serviço poderá ter que ser alargado a outros grupos, nomeadamente a pessoas em quarentena obrigatória”.
O autarca evidencia, ainda, que “na freguesia notamos que há menos pessoas nas ruas”, mas mesmo assim “os mais velhos ainda têm algumas dificuldades em aceitar esta condição”. Nesses casos, “acabo por fazer uma intervenção de proximidade de forma a sensibilizar as pessoas para a necessidade de se manterem o mais resguardadas possível”, remata.