COVID-19 | Projecto desenvolvido pela freguesia de Meirinhas já registou 15 pedidos de apoio

0
2224

A Freguesia de Meirinhas já prestou apoio a 15 residentes na primeira semana de em que o projecto “Nós vamos por si” foi colocado em prática, no sentido de assegurar as necessidades básicas dos habitantes da freguesia que são considerados grupo de risco. Outras freguesias do país já entraram em contacto com o executivo de Meirinhas, no sentido de replicar o projecto.

Desde que entrou em funcionamento o projecto “Nós vamos por si!”, no sábado, 14 de Março, a junta de Meirinhas já prestou auxílio a 15 pedidos registados. Segundo Rui Portela, coordenador da Unidade Local de Protecção Civil daquela freguesia, “temos notado um acréscimo gradual no número de pedidos”, tendo no primeiro dia de acção no terreno “registado apenas um pedido”, no dia seguinte, terça-feira, 17 de Março, “registámos dois pedidos e a partir daí temos tido, em média, três ou quatro pedidos por dia”.
O responsável adianta que os “contactos que temos recebido prendem-se essencialmente com a recolha de receitas médicas, junto dos serviços de saúde locais, compras diversas, que dizem respeito à aquisição de frutas, legumes frescos e outros mantimentos, pagamento de facturas de serviços como água e telefone”, assim como a “aquisição de medicamentos”. Registou-se, ainda, “um pedido de um familiar que está distante, e que nos pediu para que entrássemos em contacto com um residente de forma a sensibilizar para a situação e perceber se existia alguma necessidade mais premente”, esclarece.
Rui Portela conta que “o pedido que necessitou de maiores contactos prende-se com um levantamento de medicação, de um doente crónico, que tem que ser feita junto do Hospital de Coimbra”, e para isso “contámos com o auxílio dos Bombeiros Voluntários de Pombal, que fizeram o levantamento das medicações em questão na farmácia do Hospital. Posteriormente foram entregues ao idoso, sem que o mesmo tivesse necessidade de sair de casa ou de se deslocar a qualquer local”, mantendo-se, desta forma, “em segurança e isolamento social”.
O coordenador do projecto adianta igualmente que “estamos a acompanhar dois casos em que as pessoas não têm contacto telefónico a funcionar na residência, e por isso a equipa tem-se deslocado a esses locais de dois em dois dias, no sentido de perceber se existe alguma necessidade”. Outros casos registados dizem respeito a pessoas fora da freguesia de Meirinhas, que a “equipa da Junta direccionou para as freguesias em questão”, explica.
“A população está muito sensibilizada”, afinal, a equipa do projecto “Nós vamos por si” tem efectuado “um trabalho intensivo e de proximidade, para que toda a população esteja alerta e informada sobre os perigos relacionados com doença provocada por Covid-19”, evidencia o mesmo responsável, enquanto adianta que “já outras juntas de freguesia, nomeadamente do concelho de Elvas, entraram em contacto connosco”, de forma a “perceber como estamos a prestar apoio aos fregueses, quais as normas de segurança que temos adoptado, ou em que tipos de serviço estamos a prestar apoio”, no sentido de “replicar a acção”.
Por outro lado, Rui Portela acrescenta que “de dia para dia temos notado que há um maior recolhimento dos habitantes da freguesia”, visto que “anteriormente ainda se viam algumas pessoas a caminhar pelas ruas”. No entanto, “as pessoas têm compreendido e aceite a informação e mostram-se muito interessadas e preocupadas com a situação”, pelo que “actualmente, no exterior, apenas vemos pessoas nos quintais das ruas residências”, garante.
Recorde-se que o projecto foi criado pelo executivo liderado por Virgílio Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Meirinhas, para proteger a população com mais de 60 anos e os doentes crónicos do coronavírus. Desta forma, aquela freguesia do concelho de Pombal constituiu um grupo de 10 voluntários, composto por funcionários daquela autarquia e por outros voluntários, todos eles jovens, que vão assegurar algumas tarefas como idas ao supermercado, à farmácia ou aos correios, a pessoas com mais de 60 anos e com doenças crónicas, para não terem de sair de casa, devido ao coronavírus.
“A ideia é que esses habitantes se mantenham em casa, dado que constituem um grupo de risco”, adianta Virgílio Lopes. Segundo o presidente, a população “está empenhada para que não existam casos de Covid-19 na freguesia”, e por isso admite “um balanço muito positivo do modo de funcionamento da iniciativa”, pelo que não poupa elogios aos funcionários envolvidos no projecto, assim como aos voluntários que estão a “desempenhar um trabalho muito importante”.
“Ninguém fica de fora. Estamos disponíveis para ajudar quem precisa”, garante Virgílio Lopes. “É o mínimo que a gente pode fazer para manter a nossa freguesia com zero infectados”, justifica. “Nós vamos por si! Não saia de casa! Proteja-se a si, a mim e a todos nós” são os apelos deixados pela Junta de Freguesia. Os pedidos de apoio podem ser realizados através do contacto 963 161 940.