Corredor ribeirinho avança até à Ranha de Baixo

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A Câmara Municipal de Pombal vai lançar a concurso uma empreitada para a construção do Corredor Ribeirinho do Rio Arunca, num troço que ligará as localidades de Flandes e da Ranha de Baixo, na freguesia de Pombal. A intervenção vai incidir numa faixa de 4,1kms, ligando a zona de lazer junto ao açude com a Rua Arunca, a montante da Ranha de Baixo. A abertura de procedimento foi aprovada na última reunião de câmara e a empreitada vai ser lançada a concurso público com um preço base de 695 mil euros, acrescido de IVA, e com um prazo de execução de 210 dias.


Em nota de imprensa, o Município de Pombal revela que, com este projecto, “pretende apresentar uma solução de desenvolvimento de um percurso pedonal que terá diversas valências: de acesso às propriedades agrícolas de forma pedonal, de circuito de manutenção à população, bem como uma pista ciclável, dando continuidade ao corredor ribeirinho já existente ao longo do rio Arunca”. É ainda pretensão da autarquia “valorizar a paisagem e a biodiversidade do meio hídrico, contribuindo para uma maior promoção dos recursos naturais junto da população”. Segundo Diogo Mateus, a empreitada vai incluir também trabalhos de enrocamento do rio para consolidação das margens.
Dos cerca de quatro quilómetros de corredor ribeirinho, perto de 1500 metros serão na forma de um conjunto de construções de madeira entre passadiços e pontes, visando criar “uma alternativa mais saudável e uma forma de promover o turismo ou opção na peregrinação”. O restante percurso, que terá dois metros de largura, será em saibro estabilizado. A população em geral ganha assim um novo espaço para praticar desporto ou apenas para desfrutar, quer em caminhadas quer em percursos cicláveis.
Citado na nota de imprensa, o projectista entende que “o aumento do número de pessoas junto dos rios traduz-se num maior envolvimento da comunidade como entidade fiscalizadora de problemas existentes, de alerta às autoridades competentes e, também, de um levantamento e identificação dos proprietários junto às linhas de água”.