Centro Social do Carriço “é uma referência para o Concelho”

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O Centro Social do Carriço comemorou, no dia 17 de Novembro, o 21.º aniversário. A efeméride foi celebrada com um almoço convívio que juntou mais de uma centena de participantes nas recém-inauguradas instalações da nova estrutura residencial para idosos.

Pedro Silva, Fernanda Guardado Marques, Fernando Rufino e Pedro Murtinho

Durante o evento, Fernando Rufino, presidente da direcção daquela instituição, anunciou que a instituição tem agendada para esta quinta-feira, 21 de Novembro, uma Sessão Ordinária da Assembleia Geral, onde serão eleitos os novos Órgãos Sociais para o quadriénio 2020/2023, e aproveitou a ocasião para fazer saber que “não tenho intenção de me voltar a candidatar ao cargo”. No entanto, revela que “caso não sejam apresentadas outras listas a votação, os actuais Órgãos Sociais vão manter-se em funções”, uma vez que “os estatutos assim o ditam”.
Em tom de despedida, o corpo de funcionários, na pessoa da directora técnica da instituição, Brigite Silva, encetaram uma homenagem “mais que merecida” ao dirigente, por “tudo o que tem feito pela instituição”, e por ser um “grande benemérito” do Centro Social do Carriço. Nesse sentido, “apelidámos a sala de estar da nossa ERPI (Lar de Idosos) de Sala do Presidente – Dr. Fernando Rufino”, enquanto revela que “todo o mobiliário disponível nessa sala foi oferecido pelo nosso presidente”.
Apesar de reiterar que “não me vou voltar a candidatar”, e isso é “ponto assente”, o dirigente aproveitou o clima festivo para relembrar algumas das necessidades que o Centro Social do Carriço vivencia, dando destaque a uma candidatura apresentada ao Programa de Celebração ou Alargamento de Acordos de Cooperação para o Desenvolvimento de Respostas Sociais (PROCOOP). “Se tudo decorrer como anteriormente, demorará cerca de dois anos para a conclusão dos resultados”, disse, frisando que “este processo de candidatura é o protelar no tempo das responsabilidades e das obrigações que o Estado social deve assumir”. Para Fernando Rufino, aquela situação, “sendo demasiado longa, obriga os utentes, e os seus familiares, a maior sacrifício financeiro para que possam ter aquilo que o Estado lhes deveria proporcionar”.

“O encerramento da piscina é uma desilusão para a comunidade em geral”

Outra das preocupações do responsável diz respeito ao “encerramento da piscina”, por falta de “capacidade económica”, e que é “uma desilusão para a comunidade em geral”, uma vez que aquele espaço, quando em funcionamento, “poderia servir não só os utentes do Centro Social, assim como a restante população da freguesia”. No entanto, e face ao avultado valor de execução das reparações, “a instituição não tem capacidade económica, sem a ajuda de terceiros”, para dar continuidade ao projecto.
Por sua vez, Pedro Murtinho, vice-presidente da Câmara Municipal de Pombal, congratulou a instituição pelo “esforço inestimável” que tem vindo a fazer ao longo dos anos, e admite que “o trabalho que o Centro Social tem feito não é qualificável”, pelo que garante que “muito será o apoio que iremos continuar a dar”, referindo-se ao município.
Também Pedro Silva, presidente da Junta de Freguesia, teceu elevados elogios ao “empenho e dedicação de todos os que fazem deste Centro Social um local de referência”, e deixou a certeza de que a instituição “pode continuar a contar com todo o apoio da Junta”, rematou, afirmando ainda, em tom de orgulho, que “o Carriço é uma referência para o Concelho”.

*Notícia publicada na edição impressa de 21 de Novembro