O presidente da Câmara de Pombal, Diogo Mateus, vai ao encontro de vários empresários, nacionais ou estrangeiros, com o objectivo de lhes apresentar o caderno de encargos para a concessão da exploração da Quinta de Sant’Ana, localizada na histórica vila da Redinha. O executivo aprovou, na última reunião, abrir concurso público, com publicidade internacional, com a abstenção de Odete Alves, vereadora do Partido Socialista.


O concurso público visa a realização de obras de requalificação e a concessão da exploração de restaurante, instalações hoteleiras e zona envolvente, podendo, ainda, incluir a exploração de outras actividades nas infra-estruturas existentes na propriedade.
De acordo com o respectivo caderno de encargos, o concessionário poderá desenvolver diversas actividades, tais como hotelaria e outras actividades complementares, designadamente restauração, alojamento local, centro hípico, campo de jovens, campo de férias, centro de aventura juvenil, centro de estágios, centro de férias infanto-juvenil, centro de conferências, discoteca, bar, apoio de montanha e de actividades de lazer, desporto e recreio em espaço rural, aluguer de veículo motorizados, animais, bicicletas ou outros”.
O concessionário terá como obrigações principais, de entre outras, “realizar todas as obras que constam do projecto de requalificação da Quinta de Sant’Ana, necessárias para a adaptação do espaço ao desenvolvimento das actividades previstas na concessão”, equipar os espaços, obter todas as licenças, certificações e autorizações necessárias a todas actividades que sejam desenvolvidas.
A adjudicação, por um prazo de 20 anos com a possibilidade de renovação por períodos de cinco anos, será efectuada de acordo com vários critérios, entre eles o critério da compensação mensal mais elevada, nunca inferior a 1.500 euros (acrescido de IVA). Ao valor mensal será descontado o valor despendido com as obras de requalificação, segundo condições previstas.
A autarquia considera que a Quinta de Sant’Ana “possui um património edificado, de valor histórico e patrimonial merecedor de um olhar mais atento por parte dos turistas que se deslocam ao nosso concelho” realçando que a sua concessão tornará a “exploração e dinamização do espaço, potenciando uma oferta diferenciadora, sem prejuízo da salvaguarda do património municipal”.
Diogo Mateus garante que o novo concurso – aberto depois de o anterior ter ficado deserto – “mantém fiel” o objectivo que a autarquia aponta para aquele espaço, adquirido há mais de 20 anos e que chegou a estar concessionado durante vários anos.
O edil está convicto que o novo concurso irá atrair interessados, não estando afastada a possibilidade de “haver uma negociação particular”, realçando que os critérios para a adjudicação não se resumem apenas ao factor preço, mas também ao projecto apresentado pelo respectivo candidato.
Enquanto o vereador independente Narciso Mota defendeu que a Câmara Municipal deveria realizar as obras de reparação necessárias, já Odete Alves colocou algumas dúvidas perante o caderno de encargos. A vereadora socialista afirmou que “se o concurso ficar deserto, deve-se avançar para a venda do imóvel”.