Cães selvagens atacam rebanhos e geram insegurança

0
558

As notícias sobre cães que atacam rebanhos, essencialmente de ovelhas, na região de Alitém, estão a deixar a população assustada. Devido aos mais recentes ataques, o presidente da União das Freguesias de Santiago e São Simão de Litém e Albergaria dos Doze, Manuel Henriques, reportou a situação à Guarda Nacional Republicana, “no sentido de se tentar apurar responsabilidades”.

Segundo Manuel Henriques, presidente da União das Freguesias de Santiago e São Simão de Litém e Albergaria dos Doze, já vários fregueses reportaram situações idênticas, em que “matilhas de cães estão a atacar os rebanhos, matando e ferindo ovelhas”. O último caso reportado aconteceu em Fétil, na antiga freguesia de São Simão de Litém, “mas outros incidentes desta natureza têm acontecido noutras localidades da União de Freguesias, e os moradores além de revoltados com a situação, começam a sentir-se inseguros”.
Na manhã de 30 de Abril, quando Filipe Matos chegou ao local onde costuma ter alguns animais, deparou-se com um senário assustador, três das suas ovelhas tinham sido brutalmente feridas e mortas durante a noite, e “esta já não é a primeira vez que animais entram dentro daquele curral e matam ovelhas”, revela o autarca, “nos últimos meses a situação já se repetiu por três vezes”, e “a população começa a sentir-se insegura, com medo”; para além de que “por vezes há a tendência para encontrar culpados”, e mesmo sem se saber que tipo de animais anda a provocar este estrago, e de haver “a suspeição de que sejam cães selvagens, de grande porte”, o autarca revela “que esta situação acaba por lançar algum mau ambiente entre a comunidade porque há uma grande necessidade de encontrar culpados, mesmo que sejam difíceis de apurar”.
Desta forma, o edil entregou o caso à Guarda Nacional Republicana, “que esteve no local” e “está atenta à situação”, uma vez que “é importante que a população mantenha a sua tranquilidade e que volte a sentir-se segura”, e explica que “há pessoas que se levantam durante a noite só por ouvirem cães a ladrar e por pensarem que podem estar a atacar outros animais domésticos”, como ovelhas, galos, cabritos ou galinhas. O edil explica que também reportou a situação “à veterinária municipal, que também está atenta à situação”, garante.

*Notícia publicada na edição impressa de 09 de Junho