A Praia do Urso, passa a integrar formalmente o Programa da Orla Costeira Ovar–Marinha Grande, na sequência da revisão aprovada pelo Governo para cerca de 140 quilómetros de litoral. A alteração resulta da actualização das condições de segurança, acessibilidade e dinâmica costeira naquele troço e pretende adequar a gestão da praia à evolução natural da linha de costa.
Segundo o Ministério do Ambiente e Energia, a revisão surge sete anos depois da entrada em vigor do programa e procura responder à evolução da procura balnear, às transformações do litoral e aos riscos associados à erosão costeira. O processo foi preparado pela Agência Portuguesa do Ambiente, acompanhado por uma comissão consultiva e sujeito a discussão pública.
A inclusão da Praia do Urso é uma das alterações mais relevantes para o concelho de Pombal. O Governo refere que a medida pretende assegurar “uma gestão mais adequada à evolução natural da linha de costa”, reforçando simultaneamente a protecção de pessoas e bens e a valorização ambiental da área.
O Município de Pombal tem vindo a preparar a valorização daquele troço costeiro, prevendo a criação de infra-estruturas e acessos à nova praia. A intenção já estava inscrita no planeamento municipal para 2026, que previa o reforço do apoio de praia no Osso da Baleia e o desenvolvimento da nova Praia do Urso.
Pedro Pimpão, presidente da Câmara de Pombal, considera que a decisão representa “um passo muito importante para a valorização da nossa frente costeira”, permitindo reforçar a segurança, qualificar o espaço e potenciar o seu aproveitamento turístico, “sempre com respeito pelos valores ambientais que distinguem este território”.
A revisão do programa não se limita a Pombal. Foram também criadas ou reclassificadas praias em vários pontos da costa entre Ovar e Marinha Grande, entre as quais Velha dos Pescadores de Esmoriz, Cortegaça/Parque de Campismo, Santa Marinha, Furadouro Sul, Biarritz Ria, Barrinha de Mira, Murtinheira e Água de Madeiros.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinha que “o litoral português enfrenta desafios cada vez mais exigentes” e defende que os instrumentos de gestão têm de acompanhar essa realidade, conciliando segurança, protecção ambiental, utilização pública e actividade económica.
[Notícia publicada na edição número 332, do POMBAL JORNAL]