PSD assegurou maioria absoluta e perde duas freguesias

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Foi uma noite de expectativas e até de nervos aquela que foi vivida neste domingo à noite, com os resultados eleitorais a não chegarem tão rápido como o desejado aos serviços do Ministério da Administração Interna. No entanto, o final ditou a vitória do PSD, ao manter a Câmara com maioria absoluta, apesar de ter perdido um vereador, e a grande derrota do PS, que apenas conseguiu eleger um elemento para o executivo camarário. Narciso Mota, que presidiu à autarquia durante 20 anos pelo PSD e que se candidatou agora como independente, ficou aquém das expectativas, tendo eleito três mandatos.
Quanto às freguesias, a independente Ana Tenente (que contou com o apoio de Narciso Mota – Pombal Humano) foi eleita para um segundo mandato como presidente da Junta de Freguesia de Vila Cã, mas sem maioria.
Na freguesia vizinha de Abiul, Sandra Barros (que trocou o CDS-PP para o PSD) conseguiu obter o melhor resultado para o PSD nas 13 freguesias ao somar 73,74% dos votos, tendo apenas um membro da oposição (PS).
Já a Junta de Freguesia da Redinha regressa ao PS, com o PSD (Carlos Simões Cardoso) a perder as eleições. No entanto, o PSD e o Narciso Mota – Pombal Humano (NMPH) ficam com a maioria na Assembleia de Freguesia.
A segunda junta perdida pelo PSD foi a União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca. Manuel Serra somou apenas 1.062 votos, enquanto Gonçalo Ramos (NMPH) somou 1.190 sagrando-se vencedor. No entanto, o independente terá maior número de opositores na assembleia, já que o PSD elegeu cinco membros, o PS um e o CDS-PP outro.
Destaque ainda para a freguesia das Meirinhas, onde Virgílio Lopes (PSD) terá de governar em minoria, com apenas três eleitos, enquanto que o CDS-PP elegeu três membros, o NMPH dois e o PS um.
Quanto à Assembleia Municipal, a coligação PCP/PEV (CDU) perdeu o seu representante para o Bloco de Esquerda (BE) que conseguiu eleger Célia Cavalheiro. A lista do PSD, encabeçada por Maria Fernanda Guardado, elegeu 14 deputados, o NMPH, que apostou em Ofélia Moleiro, elegeu seis, o PS, que candidatou Célio Fernandes, elegeu quatro, e o CDS-PP, que voltou a candidatar Henrique Falcão, mantém os dois representantes que já detinha.
Perante o silêncio de Narciso Mota e Jorge Claro, o reeleito presidente Diogo Mateus foi o único que se pronunciou publicamente após conhecidos os resultados eleitorais. Junto à sede de campanha da candidatura, o social-democrata afirmou que a vitória “é o reconhecimento do trabalho” realizado nos últimos quatro anos. E não deixou de referir que é, também, “a derrota da política da maledicência e da divisão”.
Também o mandatário da candidatura, José Gomes Fernandes, considerou que “os pombalenses reforçaram a confiança nas políticas do PSD” adiantando que “caiu o mito da invencibilidade de Narciso Mota”. “O passado acabou, vamos para o futuro”, realçou.
Ainda na mesma série de curtas intervenções, Pedro Pimpão, presidente da Concelhia do PSD e que venceu a Junta de Freguesia de Pombal, frisou que “o PSD está mais forte que nunca”, acrescentando que o partido demonstrou estar unido.
O novo elenco camarário ficará constituído por Diogo Mateus, Ana Maria Cabral, Pedro Murtinho, Ana Gonçalves e Pedro Brilhante (PSD), Narciso Mota, Michael Mota António e Anabela Mota Neves (NMPH) e Jorge Claro (PS).

Informação desenvolvida na edição desta semana, com fotos dos restantes vencedores.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.