Lado: onde os doughnuts são pecaminosamente deliciosos

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Se os donuts industriais já são uma verdadeira perdição, então imagine doughnuts fresquinhos, acabados de fazer: com buraco, sem buraco, com chocolate, simples, com recheio de caramelo salgado, de iogurte grego e mel, ou cobertura de chá verde, manteiga de amendoim ou de merengue e limão. Se a estas tentações juntarmos o sabor de um café de especialidade, então estamos a falar do Lado, o novo conceito que promete adoçar a vida dos pombalenses.

No Lado tem a oportunidade de acompanhar o melhor café de especialidade com um doughnut acabado de confeccionar

Feitos de ovos, farinha e açúcar, a receita dos donuts popularizou-se nos Estados Unidos, mas conquistou o mundo. As argolas coloridas chegaram à televisão dos pombalenses por causa de Homer, o guloso anfitrião dos Simpsons, mas agora chegam-lhes à mesa, desde que abriu o Lado, uma doughnuteria, onde o cheiro do café de especialidade se mistura com o aroma dos doughnuts acabados de confeccionar.
Antes de mais uma explicação. Estamos a escrever doughnuts e não donuts, porque esta última é uma marca registada que outros fabricantes não podem usar. No entanto, e burocracias à parte, o Lado é um espaço onde se “pode estar um bocadinho a relaxar, e a degustar produtos de qualidade superior”, e onde os “clientes se devem sentir bem”, explica Francisco Marques, responsável pelo espaço.
Quando começou a projectar este espaço, o jovem quis “trazer para Pombal um conceito novo, e que pudesse contribuir para que a cidade tenha espaços diferentes”, sem “fazer concorrência a ninguém”. Quando viveu em Barcelona, “tinha um amigo grego com um negócio do género, e era raro o dia em que não passava por lá, e com o tempo comecei a achar que era um conceito giro e que podia funcionar em Pombal”. Francisco aliou a sua experiência na área do design, com a vontade de abraçar “novos desafios” para criar o Lado.

Francisco aliou a sua experiência na área do design, com a vontade de abraçar “novos desafios” para criar o Lado

Assim, aproveitou tudo o que a Frama, o estúdio de design do qual é responsável, tinha para o auxiliar e projectou um espaço minimalista, onde tudo é pensado ao mínimo detalhe para combinar com os cheiros pecaminosamente deliciosos que se sentem ao entrar.
Os doughnuts são preparados todos os dias e existem dezenas de coberturas para experimentar. Há ainda refrescos, sumos naturais, café e boa música para apreciar, e há também a simpatia e a descontracção dos funcionários.
O resultado é muito colorido e fica bem em qualquer feed de Instagram. Custam entre 0,60€, os mais pequeninos, e 1,80€. O espaço só tem capacidade para 14 pessoas, mas pode sempre passar por lá e levar para casa uma caixa. Vão também criar doughnuts para diferentes alturas do ano, como o Natal ou outras épocas festivas, e nos meses mais frios, vamos poder experimentar sabores mais salgados.
Com a previsão inicial do fabrico de “70 ou 80 doughnuts diariamente”, Francisco Marques revela que “estamos a produzir entre 120 a 140 por dia”, o que para começar é um bom sinal da aceitação deste novo conceito, e nem estamos “numa época muito favorável, porque as aulas ainda não começaram e os jovens são uma grande fatia do nosso público-alvo”. Os cafés de especialidade são escolhidos pelos proprietários e torrados “especialmente para o Lado”, por isso sabe-se sempre o que se está a beber, e as opções de chá verde e preto dos Açores ou a selecção de café frio e os refrescos também não podem passar ao lado de tanto doce.

Os cafés de especialidade são escolhidos pelos proprietários e torrados “especialmente para o Lado”

E já que se fala em doce, Francisco Marques adianta que outra das características destas rosquinhas coloridas prende-se com o facto de “não serem demasiado doces ou enjoativas”, afinal as coberturas compensam os recheios, e os recheios compensam as coberturas, com combinações pouco convencionais e que vão fazer o palato explodir de sensações.
E como nem só de açúcar se faz o negócio, Francisco Marques trabalhou no projecto de forma a dar-lhe continuidade e explica que “é possível franchisar a marca”, aliás, o “plano é esse desde o início”, sendo que “já existe uma pessoa interessada em levar o conceito para Lisboa”. E se a moda pegar, podemos, daqui a algum tempo visitar um Lado em qualquer ponto do país, mas sem esquecer que foi em Pombal, ali na Rua António José Teixeira, nº4, que é o mesmo que dizer mesmo no início da Rua Direita, que o conceito se enraizou.
Onde vamos? Ali ao Lado!

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Nasceu em 1985, estudou Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra e participou num curso de formação em Jornalismo e Crítica Musical. Passa os dias a ouvir música, adora assistir a concertos e sonha viajar pelo mundo com uma mochila às costas.