Industrial admite deslocalizar empresa por falta de condições

0
917
BioOeste

O sócio-gerente da BioOeste – Valorização de Óleos Vegetais Usados, Lda., uma das primeiras empresas que se instalou no parque empresarial da Guia, na região Oeste do concelho de Pombal, admite uma possível deslocalização para o concelho da Figueira da Foz. Paulo José Gaspar diz que não sente o apoio da Câmara Municipal de Pombal.
A revelação foi feita no âmbito de uma visita do candidato socialista à autarquia, Jorge Claro, realizada a 26 de Setembro. Na ocasião, o empresário lamentou a falta de acompanhamento do executivo municipal, tendo em conta a evolução da empresa e o investimento realizado, de quase três milhões de euros, financiado pelo Centro 2020. Um dos maiores investimentos apoiados por fundos comunitários e que permite à BioOeste dispor da mais avançada tecnologia para o sector, prevendo duplicar os actuais 15 postos de trabalho.
Segundo Paulo José Gaspar, a falta de condições no parque industrial da Guia, está a causar transtornos ao crescimento da unidade industrial, designadamente a ausência de espaço para se ampliar, a não existência de fibra óptica e outros factores como os relacionados com o tratamento de águas residuais industriais.
O empresário, que espera atingir em 2018 um volume de negócios na ordem dos 20 milhões de euros, aproveitou a ocasião para dizer que, em dez anos de existência da BioOeste, “nunca a Câmara Municipal nos veio perguntar como estamos e do que precisamos”, lamentando que recebeu uma comunicação do município “só depois de ter sido publicada uma notícia num jornal local” dando conta que a BioOeste foi a empresa do concelho que obteve mais pontuação para o cálculo de financiamento comunitário.
O industrial critica ainda a actuação de “alguns técnicos da Câmara que se acham donos da razão”.
Paulo José Gaspar realça o facto de a empresa contribuir para a fixação de população no território, dando emprego a 15 pessoas, entre qualificados e indiferenciados, prevendo duplicar os postos de trabalho.
A empresa procura promover o trabalho jovem e recrutar os seus colaboradores na própria região, garantindo, por outro lado, o pagamento de ordenados acima da média. “O salário médio bruto na empresa deve rondar os 1.400 euros”, disse, frisando que a empresa valoriza e incentiva os trabalhadores que apostam na sua qualificação profissional e académica.
[Notícia publicada na edição de 05 de Outubro]

Partilhar
Artigo anteriorAna Bronze eleita presidente da associação de estudantes
Próximo artigoSetembro viu nascer sete novas empresas
Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.