Dia 10 de Outubro assinala-se o Dia Mundial da Saúde Mental

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De acordo com a OMS (2017), a depressão não ocorre apenas na idade adulta mas também em crianças e adolescentes com idade inferior a 15 anos e com formas de manifestação diferentes.
Estudos sugerem um nível elevado de incidência de sintomas depressivos na população escolar, que variam desde 13% em crianças até 20% em adolescentes. Estes números constatam que a depresso infantil é um problema de saúde mental significativo.
A sintomatologia depressiva na criança é diferente da sintomatologia do adulto uma vez que, a criança não apresenta queixa da sua tristeza, não verbaliza os seus sentimentos e emoções de forma livre, pelo facto de, não conseguir ter total consciência do que sente, e nesse sentido, há a necessidade de observar a sua comunicação não-verbal: o olhar, a expressão facial, a postura corporal e os gestos.

O adulto deprimido consegue falar sobre os seus sentimentos, deixando clara a sua dor e consegue expressar os seus sentimentos através da alteração de humor, falta de prazer em viver, de executar as tarefas diárias, alterações de sono e de apetite. As crianças deprimidas nem sempre nos transmitem esses sinais, sendo mais comum apresentar alterações de comportamento como irritabilidade, agitação motora, impaciência, medo, ansiedade, raiva, agressividade, tristeza, sensação de culpa e de melancolia. Muitas vezes, confunde-se a sintomatologia depressiva com a Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção.

Listo alguns sintomas depressivos, nos diferentes estágios. Não é obrigatório que a criança depressiva complete todos os itens da lista para se fazer o diagnóstico. Deve satisfazer um número suficientemente importante de itens para despertar a necessidade de atenção especializada.

Daniel Martins
Psicólogo