Centro 2020 investe dez milhões no concelho

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O Programa Operacional da Região Centro, para o período 2014-2020 (CENTRO 2020), tem como base uma estratégia de desenvolvimento regional partilhada e construída através de uma forte mobilização de parceiros regionais, onde é feita uma aplicação de fundos comunitários. No concelho de Pombal existem 86 projectos aprovados, num valor que chega perto dos 10 milhões de euros.

A Região Centro tem como prioridades, até 2020, sustentar e reforçar a criação de valor e a transferência de conhecimento, promover um tecido económico responsável, industrializado e exportador, captar e reter talento qualificado e inovador, reforçar a coesão territorial, estruturar uma rede policêntrica de cidades de média dimensão, dar vida e sustentabilidade a infra-estruturas existentes e consolidar a capacitação institucional.

Para o período 2014-2020, o Programa Operacional da Região Centro terá uma dotação de 2.155 milhões de euros, dos quais 1.751 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e 404 milhões de euros do Fundo Social Europeu (FSE). Este valor representa um acréscimo de 27% face ao anterior período de programação (2007-2013) e corresponde a um valor de 925 euros por habitante da Região Centro. Este programa de apoio regional estrutura-se em nove eixos prioritários, sendo eles a investigação, desenvolvimento e inovação (ideias),a competitividade e internacionalização da economia regional (competir), o desenvolvimento do potencial humano (aprender), promover e dinamizar a empregabilidade (empregar e convergir), fortalecer a coesão social e territorial (aproximar e convergir), afirmar a sustentabilidade dos recursos (sustentar), afirmar a sustentabilidade dos territórios (conservar), reforçar a capacitação institucional das entidades regionais (capacitar) e reforçar a rede urbana (cidades).

O concelho de Pombal vê assim 86 projectos aprovados, num investimento total de 9 385 353,72 euros, sendo que o investimento aprovado ultrapassa em larga escala os 14 milhões de euros. A BioOeste – Valorização de Óleos Vegetais Usados, Lda. é uma das empresas do concelho que conseguiu o maior volume de investimentos através deste programa. No total são mais de 1.5 milhões de euros que vão permitir “recolher e valorizar os óleos vegetais usados, contribuindo fortemente para uma maior utilização de combustíveis mais limpos e para a manutenção do balanço de carbono”, explica Paulo Gaspar, sócio e fundador da empresa. “Queremos, também, contribuir para o desenvolvimento sustentável do mercado de combustível para os transportes, mediante o uso de matérias-primas de origem renovável e tecnologias respeitadoras do meio ambiente que reduzam as emissões de carbono e o impacto ambiental” e “desenvolver soluções tecnológicas inovadoras através do investimento contínuo em I+D que proporcionam processos de produção mais eficientes, diversificação de matérias-primas e fabrico de novos produtos”.

BioOeste importou 1000 toneladas de óleo vegetal usado, cujo preço médio por tonelada ronda os 540 euros

Com esta “ajuda” Paulo Gaspar assume “a estratégia que tem orientado a actuação da empresa e que motiva as opções de investimento reflectidas” e que vão permitir a “aposta contínua na melhoria do processo produtivo, ajudando a empresa a reduzir substancialmente os seus custos de produção, reflectindo-se numa melhor qualidade do produto e num aumento da margem de venda”.

No caso da Mendes e Rodrigues, empresa que se dedica à produção de artefactos em cimento, fundada em 1981, em Vermoil, os valores não são tão apetecíveis quanto os da BioOeste, ainda assim os mais de 14 mil euros que vão receber deste programa “são uma ajuda para a implementação de tecnologias mais avançadas” e que vão permitir que “exista maior qualidade nos nossos produtos”, revela Eugénia Mendes, gestora da empresa.

Para esta responsável, “actualmente os projectos que estão abertos são direccionados para empresas de grandes dimensões, e por isso é muito difícil que uma empresa com as dimensões da Mendes e Rodrigues tenha acesso a fundos de investimento mais elevados”, no entanto revela que “estamos a desenhar uma série de candidaturas, também no âmbito do Centro 2020, para programas que vão abrir dentro de pouco tempo, esperamos nós”. Desta forma, empresas mais pequenas vão ter a capacidade de participar nestes programas e “podem evoluir significativamente no resultado final dos produtos que produzem e no crescimento das empresas”. Com uma política contínua de crescimento inovação e qualificação, a Mendes e Rodrigues tem vindo a destacar-se pela sua evolução e desenvolvimento sustentável. “Todo o nosso esforço, profissionalismo e empenho veio a ser reconhecido e premiado, pois é com muito orgulho que somos considerados no mercado nacional uma empresa PME Líder, tendo já recebido por diversos anos consecutivos o prémio como tal”. Agora Eugénia Mendes espera que a empresa que lidera possa evoluir ainda mais com os apoios dos fundos comunitários do Centro 2020, que “são fundamentais para o crescimento das empresas mais pequenas e que precisam de mais apoios para o desenvolvimento dos mercados”.

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Nasceu em 1985, estudou Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra e participou num curso de formação em Jornalismo e Crítica Musical. Passa os dias a ouvir música, adora assistir a concertos e sonha viajar pelo mundo com uma mochila às costas.