Câmara imputa atrasos com Casa Varela a empreiteiro

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As obras de beneficiação da “Casa Varela”, visando a sua adaptação num espaço multifuncional, “estão atrasadas alguns meses” podendo a Câmara Municipal suspender os trabalhos e sancionar o empreiteiro. A empreitada foi adjudicada por 685 mil euros a uma empresa de Bragança, no início de Fevereiro de 2017, com um prazo de execução de 365 dias.
Na última Assembleia Municipal, o presidente da autarquia afirmou que “o empreiteiro não se tem portado bem” pelo que já foi chamado ao município. Diogo Mateus acrescentou, ainda, que “se o plano de recuperação não for o adequado”, a edilidade poderá suspender a obra e aplicar multas. “E, se calhar, o empreiteiro vai passar um mau bocado”, disse.
Ainda segundo o autarca, a empreitada é financiada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano pelo que “os prazos têm de ser respeitados”.
Por sua vez, em reunião camarária, o vereador independente Narciso Mota abordou o assunto, tal como o já o fez em anteriores reuniões, estranhando que o executivo de maioria social-democrata tenha adjudicado a obra, uma vez que “houve apenas um só concorrente e de Bragança”, disse o agora vereador da oposição, afirmando que “se justificava a anulação do concurso”. “Isto até pode ser um caso de polícia”, frisou.
Pedro Murtinho, que tutela o pelouro de Gestão de Obras Públicas, e que presidiu à reunião devido à ausência do presidente, considerou que “não se pode anular um concurso de qualquer maneira” e tranquilizou a bancada da oposição afirmando que “vai ser necessária a aprovação de uma prorrogação de prazos e vamos esperar pela oportunidade”. “O empreiteiro já foi notificado e os alertas já foram feitos”, refere.
A “Casa Varela”, projectado pelo arquitecto Ernesto Korrodi e construído na década 30, foi adquirido pelo município em finais de 2011, quando Narciso Mota era presidente, por 279 mil euros tendo sido, posteriormente, alvo de obras de restauro do seu exterior.
Já na presidência de Diogo Mateus, a Câmara Municipal decidiu avançar com a beneficiação do edifício criando condições para albergar um espaço multifuncional, com gabinetes, zonas de lazer e um espaço de restauração.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.