Cabaret: a Galeria onde são permitidas todas as expressões artísticas

0
942

Criada há mais de 10 anos a Associação Cultural de Abiul (ACA) passou por várias fases: viu dias de glória, sentiu necessidade de fazer um interregno, mas em Maio do ano passado voltou ao activo, e em grande força, diga-se.

Enquanto colectividade, a Associação Cultural de Abiul pode não ser muito conhecida, mas se falarmos em Galeria Cabaret, a ‘coisa’ já muda de figura. E ainda bem, porque descrever o espaço físico pode não ser uma tarefa facilitada. No fundo é uma garagem, ou uma antiga adega, que nas mãos de um grupo de jovens “do concelho de Pombal”, e todos ligados às Artes, se transformou numa Galeria “onde são permitidas todas a formas de expressão artística”.
As portas abrem-se ao público uma vez por semana, e sempre com alguma coisa diferente para ver. É perfeitamente normal que numa semana se ouça um punk rasgados, e que dias mais tarde se assista um concerto de jazz, ou de indie rock, ou uma performance de stand-up comedy.
“O relançamento da Associação foi feito com uma exposição de arte de dois artistas, um de Abiul e outro de Castelo Branco, e depois resolvemos dar o pontapé de saída para esta nova etapa” revela João pedro Ferreira, presidente da ACA. “foi a partir daí que decidimos trazer artistas de outros pontos do país, que tínhamos curiosidade em conhecer”, e em mostrar.
A ideia é abranger o maior número de pessoas, e “incentivá-las a conhecer novas maneiras de fazer arte, ou a aguçar a criatividade de quem ainda não começou a trabalhar estas áreas, mas que pode vir a desenvolver um talento que ainda não sabe que tem”, admite, enquanto faz o convite para que visitem o espaço. “Temos tido uma boa abrangência e vamos começando a ter a noção de que a coisa está a resultar e que o público está a aderir ao nosso trabalho”.
Os músicos que a Galeria Cabaret recebe semanalmente, são pagos com o “dinheiro das entradas que cobramos”, isto porque a Associação “não tem qualquer apoio das entidades”, apesar de “já termos concorrido a vários, mas até agora não temos tido receptividade nenhuma”, e a colectividade faz “questão de pagar aos artistas”, afinal “a Arte tem que ser paga, e tem que ser visto como um serviço como qualquer outro: a qualidade tem de ser paga, e as pessoas têm de ter essa consciência”, mesmo que seja um “valor simbólico”, de três euros.
Outro dos projectos da Galeria, mas que “ainda não conseguimos viabilizar por falta de fundos, consiste em trazer artistas plásticos, de três em três meses, para fazer uma intervenção na Associação”, com a possibilidade de “alterar por completo o espaço”, que está em constante mutação.
A aposta “arrojada em intervenções culturais diferentes” e bastante mais alternativas é o princípio mais básico da Galeria, no entanto “estamos sempre disponíveis para receber sugestões e artistas que queiram expor no nosso espaço”. Para os amantes das artes, para os curiosos, ou até para os sépticos, experimentar não custa nada, e até pode gostar.

AGENDA DE EVENTOS:

7 de Abril: Captain Boy (Guimarães)
13 de Abril: Make Like a Tree Sergey (Ucrânia)
21 de Abril: Wakadelics (Castelo Branco)
30 de Abril: Wild Racoon (França)
__
5 de Maio: Araponga (Pombal) + MAF (Coimbra)
12 de Maio: Dama Estor (Pombal)
26 de Maio: Insane Slave (Porto)

Partilhar
Artigo anteriorRENDALÍSSIMA | 7 regras para quebrar
Próximo artigoEurico João: de Pombal para o Palco Mundo
Nasceu em 1985, estudou Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra e participou num curso de formação em Jornalismo e Crítica Musical. Passa os dias a ouvir música, adora assistir a concertos e sonha viajar pelo mundo com uma mochila às costas.