Francisco Veiga é o Mestre FIDE mais jovem de sempre

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Francisco Veiga da Escola de Xadrez do Porto, tornou-se o jogador mais novo de sempre a obter o título de Mestre, falou com o Pombal Jornal sobre o feito.

Como surgiu esta paixão pelo xadrez?
Comecei a jogar no Colégio Português depois do meu irmão aprender e me falar sobre o jogo. O meu primeiro treinador foi o Dinis Furtado.

O Francisco Veiga, Kiko para os amigos, em jovem era uma presença assídua no Open Internacional de Pombal. Porquê?
Acho que era um bom torneio para evoluir e havia um bom ambiente e boa convivência no torneio.

Aos 14 anos o Kiko já atingiu um patamar elevado no xadrez. Quais as principais qualidades para ser um xadrezista de bom nível?
Acho que, acima de tudo, é gostar do jogo, o que não é fácil para a maior parte das pessoas, que acha uma seca e bastante demorado. Também gostar de matemática, ser inteligente, jogar muitos torneios e estudar o jogo.

Como é possível ser Mestre FIDE aos 14 anos de idade? Fizemos o trabalho de casa e sabemos que foi trabalho, trabalho e muita dedicação. Numa geração em que as crianças mal tempo têm para brincar como foi possível este feito?
É claro que tive que gastar muito tempo nos torneios e a estudar em casa, mas não sou “obcecado”. Acho que não é tão difícil chegar ao nível em que estou e há outros jogadores que já chegaram até ao nível de Grande Mestre com a minha idade e até mais novos.

E o papel de mãe (Susana) foi?
Ela sempre me apoiou nos torneios e pagou as despesas. Está sempre comigo quando perco e tenta-me ajudar a superar a derrota.

O Francisco já se deu conta que é um jovem “modelo” que muitos outros jovens tendem a seguir?
Não me considerar um “modelo”, mas gosto de motivar e ensinar outros.

É descrito inúmeras vezes por uma pessoa afável, educada, e com uma postura de fazer inveja aos mais velhos. Verdade?
Talvez [risos]. Tento ser educado e simpático antes dos jogos para depois castigar durantes os jogos.

A “Oficina Criativa” continua a homenagear grandes figuras do xadrez nacional. O que acha desta iniciativa?
Acho bastante interessante e positivo. É bom para a modalidade evoluir no país e reconhecer o mérito dos xadrezistas, que às vezes não é tão evidente como em outros desportos.

Este ano é a IX edição. A escolha recaiu sobre o Francisco. O que te vai na alma?
Estou contente por voltar a jogar em Pombal e a homenagem motiva-me.

“Conhecer Pombal à boleia de um xeque mate” é um conceito que pretende divulgar Pombal, suas gentes, comercio, gastronomia e todas as formas de arte. O que pensa conceito?
Acho que é uma boa e inovadora ideia e uma excelente forma de dinamizar o xadrez e atrair pessoas que não queiram apenas jogar xadrez.

O que pensa do xadrez jovem nacional?
Há bastantes jovens no Desporto Escolar e AECs a jogar. A nível federado também há bastantes e fortes jogadores, o que é bom para manter e melhorar o nível do país daqui a alguns anos.

Que pergunta gostaria de responder?
Custou muito chegar a GM? (gostava de um dia lá chegar)

E a que gostaria de fazer?
Para quando um maior incentivo e investimento no xadrez nas escolas e a nível federado. Há já vários países a adotar o xadrez como ferramenta de ensino e disciplina obrigatória.

O que pensas do xadrez do distrito de Leiria? No bom caminho?
Há bastante gente a jogar em especial muitos jovens, o que é importante para o futuro. Clubes como Corvos do Lis, do Cavadas e do Jorge (tu) estão a desenvolver bastante o xadrez no distrito.

Profissional de xadrez?
Em princípio não, gostava de seguir um curso na Universidade.

Para finalizar quais são as tuas ambições?
Gostaria de continuar a evoluir e talvez um dia chegar a Grande Mestre