Insolvência da Empobor e Borvul afecta trabalhadores

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Cerca de sete dezenas de trabalhadores terão sido afectados com a declaração de insolvência de duas empresas de Pombal, do mesmo grupo societário, que chegaram a ser consideradas como das maiores unidades industriais do país no sector das borrachas e da recauchutagem

 

Em 13 de Setembro, foi proferida a sentença de declaração de insolvência, pelo Juízo de Comércio do Tribunal Judicial da Comarca de Leiria, da Empobor – Empresa Portuguesa de Borrachas, Lda., constituída em 1972. Dois dias depois, o mesmo juízo declarou a insolvência da Borvul – Borrachas Vulcanizadas, Lda, constituída em 1981, pelos sócios da Empobor.
A insolvência do grupo Empobor/Borvul, com sede na zona industrial da Formiga, em Pombal, surgiu depois de terem sido apresentados, desde o início do ano, planos especiais de revitalização, mas sem sucesso. Entretanto, estão designados os dias seis e oito de Novembro para a realização das respectivas reuniões de assembleia de credores.
O nosso jornal conseguiu apurar que em causa estão dívidas de cerca de cinco milhões de euros, sendo diversos os credores, como trabalhadores, instituições bancárias, autoridade tributária, Instituto da Segurança Social, fornecedores vários e os próprios administradores do grupo.
Aquando da constituição da Empobor, há 45 anos, a empresa tinha como únicos clientes três fábricas de recauchutagem pertencentes ao grupo dos sócios fundadores. No entanto, em pouco tempo a unidade fabril começou a vender para outros clientes, não só de recauchutagem, mas também fabricantes de componentes em borracha e fabricantes de pneus novos, nacionais e estrangeiros.
A empresa viria a obter certificação de qualidade e distinções face à performance económico-financeira, chegando a figurar no “ranking” das maiores empresas do distrito de Leiria.
Em 2003 investiu na reestruturação do seu processo de fabrico, que permitiu a sua homologação pela Continental, Bridgestone e Michelin, conceituadas marcas do mercado dos pneus.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.